Troika põe o país a mexer

Troika: Robbialac e ILGA já pintam Murais juntas!
A Troika já garantiu que Portugal terá de abandonar o uso das cores. No entanto, opositores a esta medida começam já a movimentar-se – uns abertamente, outros mais pela sombra.

Uma das vozes mais activas tem sido a da ILGA, a associação que defende os interesses de gays e lésbicas, entre outros/as. “Não estamos a ver como esta medida pode ser aplicada a nós: a nossa bandeira é um arco-íris! Foram anos a promover uma ideia e uma imagem e agora vamos deitar tudo fora de um dia para o outro?” Também a Cruz Vermelha já manifestou inquietação, temendo que esta medida venha a causar alguma desmotivação nos seus doentes. “Como será quando formos buscar alguém numa ambulância com uma cruz preta? Penso que os doentes não se vão sentir melhor.”

A contestação chegou, também, ao futebol, com os clubes madeirenses Marítimo e Nacional a temer que as suas camisolas, ambas de riscas verticais, se tornem impossíveis de distinguir num jogo entre as duas equipas. Embora alguns adeptos mais velhos garantam que “há uma camisaula que tem riscas mai graussas cá outra”, a maioria acha que “vai ser impossível para o árbitro e para o público ver quem fez falta em quem, quem entrou no campo, quem saíu, etc..” Muitos adeptos garantem ainda que “vai mesmo deixar de haver justiça e assim ganhará sempre quem o árbitro quiser.” Rui Santos, indignado, afirmou mesmo: “É mais um ataque à Verdade Desportiva!” Instado a comentar, o presidente do FC Porto desdramatrizou: “isso para mim som ninharias e portanto eu num beijo quolquer incun-vi-ni-ente, desde que – a-ten-çon! -, des-de-que… o sinhor árbito cuntinúi a iscrever o relatório na devida forma – estué, na forma cumo ele debe de sere iscrito.”

Mas, para alguns, a situação pode ser mesmo catastrófica. A Robbialac já alertou para o risco de encerramento de algumas das suas fábricas e afirmou: “não daremos nem mais um tostão aos partidos políticos! Sentimo-nos descriminados e abandonados por este governo. Felizmente, encontrámos algum apoio na sociedade civil e já estabelecemos parcerias com a ILGA e com o Circo Cardinali, que estão com a nossa causa. A seguir, vamos tentar o La Féria. Vamos ver… Temos de fazer pressão. O Batatinha… O José Castelo Branco… O próprio Santana Lopes, se não tiver calças vermelhas, não é a mesma coisa!”


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