Mais Austeridade: Troika exige país sem cores

Paulo Portas Ministro de Estado
Em mais uma medida destinada a endireitar as contas nacionais, a Troika exige agora que o país deixe de usar as cores. A medida visa a poupança de vários milhares de milhões de Euros gastos em tintas todos os anos.

Em conversa com o Mónico24 hoje de manhã na salsicharia do Centro Comercial da Portela, em Lisboa, foi a própria Troika a explicar-nos a racionalidade da medida: “No nosso entender, a utilidade das cores é muito inferior ao seu elevado grau de utilização no quotidiano, embora isto seja um debate para ser levado a cabo mais no campo ideológico. É um pouco como sermos de Direita ou de Esquerda. Mas, do ponto de vista prático, Portugal é mesmo um país canhoto. Portugal usa cores a mais e isso custa dinheiro. Como não tem esse dinheiro, não pode usar mais as cores. É muito simples e já estava previsto no memorando, não vejo porque é que só agora é que me faz essa pergunta. Cabe ao Governo aplicar.”

Para compreendermos como vai o Governo português aplicar esta medida, contactámos de imediato a Chanceler alemã Angela Merkel, que nos garantiu que tudo será faseado, mas que se chegará ao preto e branco “ainda antes do final do ano”. Nessa altura, será tudo a preto e branco, incluindo “a televisão, as bandeiras e as camisolas dos clubes”.

O Primeiro-Ministro, no seu tom habitual, claro e pausado, disse: “Esta é uma medida dura, mas de justiça, que permite que sobressaiam aqueles que têm realmente valor intrínseco, aqueles que se agigantam na adversidade e não aqueles que recorrem por sistema à facilidade e à vaidade da cor”. O Primeiro-Ministro deixou a informação de que “o faseamento ainda não está totalmente definido”, mas que tanto poderá ser feito cor-a-cor, como coisa-a-coisa. Se for cor-a-cor, “primeiro acabamos com o rosa e o vermelho, depois com o azul e o amarelo, deixando para o final o laranja“.

A favor da medida está também Paulo Portas, para quem “muito embora as cores tenham a sua utilidade para dar realce, um toque aqui, um toque ali, numa gravata, num lenço… na generalidade, a Maria e o José abusam. E, abusando, estão a hipotecar o futuro dos seus filhos, os filhos de Portugal.” Questionado sobre o método concreto de faseamento, o Ministro dos Negócios Estrangeiros prefere a opção coisa-a-coisa.  “Olhe, sabe qual é que eu acho que devia ser a primeira coisa? Os tropas! Eu sei que já não sou o Ministro da Defesa, mas gostava muito de ver os tropas todos a vestir de branco, como os marinheiros! Um batalhão inteiro, todos de branco! Botas, camisas, calças… sei lá, tudo!”


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