“Jorge Jesus é homem de vícios”

Jorge Jesus

Porteira conta tudo…

Custou mas foi. Ao fim de 3 longos meses de negociação, a Magazon chegou finalmente a acordo com Dona Marília, a porteira de Jorge Jesus, para um exclusivo mundial.

Este forte investimento da Magazon, no valor de mais de duas centenas de euros, permite que esta história, de indubitável interesse público, seja contada em primeira mão e em exclusivo aos seus leitores.

Às vezes recebe gente em casa às tantas da tarde.

“Muitas vezes, estou eu a esfregar as escadas, e lá o vejo a abrir a porta e a fazer entrar um homem e outro e outro. Vêm quase sempre de pastinha na mão, para fingir que é negócios. Negociatas, é o que é! Negociatas!”

“Não tenho nada a ver com o que se passa lá dentro, mas muitas vezes oiço o som da televisão a vir lá de dentro da sala dele, que é à direita de quem entra, assim meio chegada para o canto. Ele mora ali no 1˚ esquerdo. Só oico vir lá de dentro barulhos de vuvuzelas e há sempre alguém que pergunta: É bom ou não é? Gostas, não gostas? Queres? Claro que queres… Não sei o que possa ser e longe de mim querer ser maldizente, …mas o que para ali vai não pode ser boa coisa… o meu marido diz que eu sou louca, que eles estão mas é a avaliar jogadores. Mas já lá vi entrar tantos homens. Muitos deles até conhecidos da televisão!”

Já vi entrar e sair o italiano. Às vezes várias vezes no mesmo dia.

Dona Marília não é enxerida. Mas é “observadora”, garante-nos. Assegura já ter até falado com uma conhecida personagem dos meandros Benfiquistas. “Vi lá o italiano. Sei bem que é ele. Quando me viu com cara de poucos amigos e de vassoura na mão, pôs-se a fazer ares de bonitão, porque ele por acaso até que não é mal-parecido, e disse-me em italiano: “Vengo ver ou DJórdgé Djésu, está béin?” Entrou e saiu umas sete vezes. Já não me recordo da data, mas sei que foi logo a seguir à visita do Papa. Uma pouca vergonha!…”, diz, benzendo-se.

O italiano, assegura Dona Marília, era Rui Costa. Não tem dúvidas em apontar o Director do Benfica quando lhe mostramos as fotografias de vários italianos: “É este! É este! Vi-o entrar e sair sete vezes naquele malfadado dia! Juro que o vi com estes olhos que a terra há-de comer! Vestia este mesmo fato Ermenegildo Zegna… homem do Demo! E já lá o vi depois disso. E antes!”

Aquilo é um rodopio de italianos e brasileiros.

No meio das fotografias de italianos que mostramos a Dona Marília há outra que lhe chama a atenção: “Este também já o vi. Começou a vir cá em Janeiro, o porco. É ele. Tem esta barbicha… é sinal do Demo. O porco…”

Dona Marília está a apontar para a fotografia de Marco de Camillis, contratado pelo clube da Luz na época passada: “É ele, é. O das danças. Mas há mais, sobretudo brasileiros e gente dessa região. Todos altos, musculados, bem-vestidos e com brilhantina no cabelo”.

“Ninguém sabe o que se passa ali. Brasileiros, italianos, africanos, num entra e sai, um rodopio, entra e sai… a dizer Gostas, não gostas? Queres? Diz-lhe que o queres e ele vem! e coisas dessas assim. Eu não estou a ouvir de propósito, atenção! Mas estou aqui a lavar as escadas, que eu normalmente faço isto da parte da tarde, que é quando o sol bate mais directo e não posso deixar de ouvir. Ainda noutro dia, um deles dizia assim Até amanhã. A gente encontra-se no balneário. E depois vamos lá ver os rapazes. QUE É ISTO? No meu prédio!? Uma vergonha! Um pecado! No meu prédio!”

Ele parece que tem negócios de rapazes que podem render mais.

De acordo com Dona Marília, Jorge Jesus estará de malas aviadas para Itália. “Ouvi-o dizer que quer ir para a Itália, porque parece que deve ter lá negócios. Negociatas porcas e de vício, é o que é! Deve gostar daquilo, porque está cheio de italianos, ah pois não, não há-de gostar, o porco. Até eu! Há dias, dizia ele assim ao telemóvel, enquanto eu limpava o verdete ali do canto: Pró ano, se for para Itália, chego lá e ponho os rapazes a render o dobro. E o dobro se calhar é pouco!!“.


[publicado originalmente em Magazon]


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